A Psicologia Clínica é a área científica que se dedica ao estudo do comportamento, funcionamento e sofrimento humano. Quando há uma questão emocional por resolver, compreender ou que de alguma forma compromete o desenvolvimento e estabilidade do indivíduo, a mente humana encarrega-se de produzir sintomas, que se traduzem num enorme mal estar, mas cuja função é avisar de que algo não está bem. É de extrema importância que esses sintomas sejam identificados, valorizados e tratados, caso contrário tornam-se cada vez mais intensos levando a quadros psicopatológicos complexos e de maior gravidade.
A Psicoterapia é um método cientifico que se propõe tratar em profundidade várias problemáticas ou transtornos do fórum emocional/mental. Tem por base um conjunto complexo de técnicas e, sobretudo, a construção de uma relação terapêutica de confiança onde a pessoa se pode sentir escutada, compreendida e tranquilizada. O objectivo da Psicoterapia, para além de reduzir e/ou extinguir sintomas emocionais que provocam muito sofrimento, é também e principalmente levar à transformação da forma da pessoa sentir, se tranquilizar, se avaliar, reagir aos obstáculos da vida e construir relações com os outros.
A psicoterapia não é um aconselhamento e não busca dar respostas diretas a questões pessoais, mas sim desenvolver a capacidade da pessoa se conhecer, compreender, tranquilizar por forma a gerir a sua vida com saúde emocional e relacional.
Como se trata de um tratamento em profundidade não é breve, no entanto a sua duração dependerá sempre da intensidade dos sintomas, gravidade do quadro clínico e necessidades pessoais. Os psicoterapeutas trabalham em estreita colaboração com outros profissionais de saúde, em especial médicos psiquiatras, neurologistas ou, no caso do acompanhamento com crianças, pedopsiquiatras, terapeutas da fala, especialistas do desenvolvimento, nutricionistas, etc.
“Sinto um desanimo constante, uma sensação de vazio que não consigo vencer… às vezes penso se a minha vida faz sentido…”
“Fico tão nervosa que o coração começa a bater, sinto tonturas, falta de ar… só penso que vou morrer, perder o controlo, desmaiar… é terrível, só quero fugir…”
“É uma tristeza tão grande que me retira a vontade de saborear a vida…”
“Tenho saudades do tempo em que me sentia entusiasmada… esta não pareço seu…”
“Que revolta, às vezes sinto tanta raiva que penso que vou rebentar…”
“Não sinto nada… a não ser o medo de voltar a adoecer… sempre tive muitas doenças… os médicos não encontram explicação… mas assim não consigo viver…”
“Não confio nos outros… já me desiludiram tantas vezes que dou por mim a afastar-me e depois… sinto-me muito revoltado e sozinho.”
Na psicoterapia do adulto cria-se um espaço onde se constrói uma relação terapêutica, que pretender ser diferente de todas as outras relações, e que tem como objectivo promover a transformação. Inicia-se assim uma “viagem” a dois com o intuito da pessoa se ir conhecendo, compreendo, transformando o sofrimento, tranquilizando as inquietações e alterando a sua forma de sentir e de se adaptar aos obstáculos da vida. As sessões de psicoterapia são sempre confidenciais, seguras e livres de juízos pessoais, por isso a pessoa pode sentir-se com espaço para exprimir e expressar os seus sentimentos sem medo de julgamentos.
“Desde o início deste ano anda mais desatento nas aulas, mais agitado, a portar-se pior. Tento ajudá-lo a estudar mas parece impossível, ele nunca quer, parece que não consegue estar atento. Quando, cansada, começo a ralhar com ele para estudarmos fica ainda mais bloqueado.”
“Sei que devia mas não consigo que durma no seu quarto. No meio da noite começa a chorar e só a conseguimos acalmar quando se deita perto de nós. Tento explicar que está tudo bem mas só me diz que não quer ficar sozinha, que não nos quer perder.”
“Está sempre com dores de barriga. Penso que piorou quando pai saiu de casa. O pediatra diz que está tudo bem, já não sei o que fazer.”
Quando se é pequenino não e fácil compreender, e muito menos explicar, o que se está a sentir. Assim, sintomas físicos, emocionais e comportamentais são frequentemente a forma que as crianças encontram para manifestar o seu sofrimento. As famosas dores constantes de cabeça, ou de barriga, doenças físicas repetidas sem que se consiga encontrar causa orgânica, apatia, tristeza, medos, zangas, birras frequentes, dificuldade de concentração ou mesmo de aprendizagem (etc.), são, frequentemente sinais de que algo não está bem. Quando a situação ou sofrimento é intenso e continuado pode mesmo comprometer, ou travar, o desenvolvimento psico-emocional e cognitivo da criança, o que se poderá traduzir em significativas dificuldades futuras a nível emocional, relacional e, não raras vezes, a nível do desempenho escolar.
É através do brincar que a criança consegue explicar o que está a sentir. Logo é também através do brincar que na psicoterapia da criança se pode ir compreendendo, acalmando e reparando o que está a provocar sofrimento, promovendo-se desta forma o desenvolvimento emocional. Assim, a criança terá a oportunidade, juntamente com a colaboração importantíssima dos pais, de ir construindo um “aparelho” emocional capaz de processar e acalmar os sentimentos, ultrapassar as angústias, os medos e desenvolver uma estrutura de personalidade que permitirá adequar-se e ultrapassar com sucesso os vários obstáculos da vida.
Sinais a que os pais devem estar atentos:
A passagem da infância para a adolescência, ou antes disso, a pré-adolescência, pode não ser fácil, quer para o jovem quer para a família. Neste período o que é tido como certo é questionado e o adolescente começa a aperceber-se que o seu pensar e sentir pode ser diferente do dos seus pais. Está-se num período de construção e consolidação da identidade a vários níveis, onde o “ser” diferente é irremediavelmente necessário, mesmo que muitas vezes cause incómodo no seio da família. Neste período os jovens “ensaiam” uma série de importantes questões. “Como posso ser?” “O que posso ser?” “Onde estão os limites, os dos outros e os meus?” “Continuam a gostar de mim se for diferente? Se me zangar? Se errar?” As respostas obtidas nesta delicada fase em que as mudanças emocionais são acompanhadas de importantíssimas mudanças físicas e hormonais, são fundamentais para o que o jovem será enquanto adulto. O adolescente necessita perceber que existe um limite e não pode de forma omnipotente fazer tudo o que quer mas também necessita de tolerância, compreensão e apoio para aprender que pode pensar diferente, pode estar seguro e não ter medo de errar. Se algo não correr bem nesta fase conturbada o desenvolvimento emocional, identitário e até sexual poderá ficar comprometido. A psicoterapia do adolescente assenta na construção de uma relação e um espaço terapêutico cujo objectivo é ajudar o adolescente a pensar-se e acalmar as dificuldades e angústias que surgem nesta transição da infância para a idade adulta.
Sinais a ter em conta:
Ter um filho(a) é um dos mais importantes e exigentes projetos a que um ser humano se pode propor. Este projeto, na maioria das vezes, tem início muito antes do nascimento do bebé. Assim que os pais começam a planear, a sonhar o seu bebé iniciam assim a relação com este. O bebé começa, desta forma, a existir nos sonhos dos pais, na mente dos pais. No entanto esta fase tem tanto de rica e encantadora como de sensível e, por vezes, difícil. Trata-se de um período onde ocorrem profundas mudanças a vários níveis na vida de uma pessoa, sendo por essa razão considerado um período de crise que pode ter um conjunto de difíceis emoções associado, onde nem sempre o imaginado e sonhado corresponde ao real, o que pode levar a uma forte instabilidade ou dor emocional.
Algumas situações difíceis associadas à Gravidez e à Parentalidade:
A psicologia da gravidez e da parentalidade pretende acompanhar os pais neste importante processo de forma a que se possam ir adaptando e vivendo esta fase, ou a preparação para esta fase, do modo mais tranquilo possível, apaziguando os seus receios e angustias e compreendendo as suas dúvidas e ambivalências (tão duras mas tão naturais neste período). Pretende ainda ocupar-se de situações onde algo não corre como seria esperado/desejado/sonhado o que, numa etapa supostamente tão “feliz”, pode ser bastante doloroso. Esta ajuda é fundamental para que se possa voltar a “sonhar”, a “desejar”.
Os grupos de apoio consistem em grupos abertos ao público em geral com temas previamente definidos onde, com a mediação de um psicólogo, as pessoas podem falar num ambiente seguro e ausente de crítica, sobre as suas preocupações e dificuldades tendo em conta a temática abordada. Não se trata de uma formação mas de um espaço de reflexão e partilha entre pessoas que estão a lidar com situações semelhantes. Cada grupo durará 8 semanas, as sessões serão online com frequência semanal.
Alguns dos temas que serão abordados:
Avaliação Psicológica consiste num conjunto organizado de testes, instrumentos, estratégias e recursos cientificamente comprovados que auxiliam os psicólogos no estudo e medição das várias dimensões da mente humana como a personalidade, os estágios do desenvolvimento, as psicopatologias, as funções cognitivas, etc.
Dimensões Avaliadas:
Cuidados de saúde de excelência, através de uma equipa multidisciplinar, tendo por base o rigor, dedicação e experiência adquiridas ao longo de muitos anos de prática clinica.
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